E ela, ela queria apenas correr,
Sentir o vento em deus cabelos compridos,
Queria fugir, fugir daquele lugar, daquela cidade.
Mas, fugir para onde?
Ela queria chorar,
Chorar todas as suas mágoas em uma única lagrima,
Por que as lágrimas não paravam de cair?
Queria sorrir como uma criança,
Livre, sem preocupações,
Mas rir do que? Pra que?
Queria ser livre,
Sair, brincar na chuva,
Sem que ninguém a olhasse como se fosse louca,
Porém, esses olhos continuam a julgar,
Cada passo, cada ação, cada pensamento.
Ela queria, mais do que tudo.... Viver.
Viver da sua maneira, em seus limites.
Só que a única coisa que lhe restava era seguir em frente,
Sem objetivos, sem propósitos,
Apenas continuar caminhando,
Caminhado para um futuro obscuro,
Porém próximo.
Schlichmann, G.L
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